Em resposta às petições que chegaram ao Parlamento pedindo a ilegalização do Partido Chega, elementos da concelhia do partido em Vila do Conde decidiram “responder na mesma moeda” e lançaram uma petição online a exigir a ilegalização do Partido Socialista.
O clima político aqueceu e muito. Em vez de baixar o tom, o Chega local escolheu subir a parada. Invocando a Constituição, acusa o PS de ser responsável por anos de corrupção, favorecimentos e decisões políticas que, segundo os autores, prejudicaram o país. A linguagem usada é forte e carregada, falando em “ditadura moderna” e num partido que teria “capturado o sistema”.
Esta petição espalhou-se rapidamente nas redes sociais, somando milhares de assinaturas em poucas horas. Pelo meio, são citados casos mediáticos como a Operação Marquês, o Processo Casa Pia e a Operação Influencer, apresentados como prova de um problema estrutural ligado ao PS.
Num comunicado, um dirigente local do Chega atacou também o Partido Social Democrata, acusando-o de alinhar com a esquerda em matérias como limitação da liberdade de expressão, aludindo ao recente diploma aprovado que estabelece limite de idade para utilizadores de redes sociais, e de tentar isolar o Chega no debate político. A mensagem é: todos fazem parte do “sistema”, menos o Chega.
Com esta iniciativa, assistimos a uma escalada que pouco contribui para acalmar o ambiente e aumenta ainda mais a polarização da sociedade. Em vez de discussão séria sobre propostas e soluções, o que se vê é uma guerra de petições e palavras duras, onde cada lado acusa o outro de ameaçar a democracia.
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